The Setup Brasil

Um monte de entrevistas nerds.

O que as pessoas usam para produzir seus conteúdos?

Mariana Marques

Mariana Marques

Publicitária, escritora, blogueira.

Quem é você, e o que você faz?

Sou inquieta, entusiasta do que é mais simples. Divido o tempo entre a escrita pro trabalho e a escrita pro que não é servil. Estou atenta ao bairro, à vizinhança, dedico tempo frequentemente a uma leve corrida sem relógio, sem iPod, sem celular. Tento desconectar quando é possível. Quando não é possível, aceito sem angústia. Nasci em 82, perto do mar, e perto do mar continuo.

Comecei a trabalhar com Internet em 99, quando ter conteúdo virtual era ter conteúdo fixo, pelo menos no meu mercado. Hoje sou analista e gestora de conteúdo digital, continuo trabalhando com publicidade (minha formação) e ministrando pequenos cursos na área de marketing digital. Em 2008, publiquei um livro.

Que hardware você usa?

Uso um MacBook Pro, um smartphone Samsung Omnia Pro (que cai no chão 3 vezes por semana, em média) e um iPad para curar a solidão das filas, salas de espera, noites insones.

Ando agarrada frequentemente a uma Canon G11, e por último herdei do meu pai uma Olympus Pen da década de 70. Começando a experimentar.

E que software?

Uso alguns aplicativos para geração de conteúdo (TweetDeck, Twitter for Mac), Chrome como navegador, algumas plataformas do Google para organizar a vida (Reader, Agenda, Docs). Tenho explorado o Evernote mas ele ainda não me pegou.

Estou sempre ligada no que acontece no Facebook, Tumblr e mantenho um blog usando o Wordpress. Também uso Posterous, para dividir coisas relacionadas à literatura, e estou in love com o Prezi, pra tornar a aula mais atraente.

Mantenho até hoje o hábito de escrever em papel alguns conteúdos que se referem mais à produção literária, ou uma construção de memória. Ainda escrevo diário, encho cadernos. Alimento um projeto pra resgatar e dividir caligrafias: o Tinteiro.

Qual o seu setup dos sonhos?

Como hoje desenvolvo muitos projetos de casa: uma casa que não fosse afastada da cidade, mas que tivesse uma cerca viva e espessa o suficiente pra abafar o som que vem da rua. Grandes janelas, rasgos nas paredes, piso contínuo, um andar suspenso. Uma enorme mesa para os co-workers e visitantes desenharem (não sei desenhar nem uma casinha), cadeiras confortáveis, vários computadores de tamanhos e pesos diferentes, uma boa câmera de vídeo, várias Leicas, portraits pendurados nas paredes, luz indireta, livros, uma enorme penteadeira, e, quase sempre, música.